Ingresso na mão, mas qual foi seu preço? Visto a camisa, preparo a bandeira e vou assistir ao duelo. De um lado, 1 milhão de brasileiros e, de outro, o Estado. No time brasileiro peças importantes e que merecem ser citadas deixam o time com carência nas áreas de educação, saúde, moradia, mobilidade urbana...Pelo lado estatal, a corrupção é a estrela do jogo e dá “qualidade” a um grupo formado porgrandes empresários, latifundiários e outros. Nesse jogo histórico, me vi sentado na arquibancada durante todos esses anos e só agora tento reforçar e mudar um Estado que carece não só de reforma política, mas no aparelho que ele utiliza para coagir ou reprimir as reivindicações, ou seja, a polícia. Falo isso, pois tenho a esperança de ver protestos pacíficos, organizados, possuindo pautas concretas e transparentes a ponto de serem implementadas a curto/médio prazo. Cansei de escutar que o “Brasil é o país do futuro”, não que a música de Renato Russo fosse ruim, muito pelo contrário, entretanto, imagino que em 1808 D. João VI já dizia algo parecido com a letra dessa canção. O preço do ingresso está nas ruas, em cada sangue derramado, em cada suor, na ferida, nos hematomas provocados por balas de borracha ou asfixia por gás lacrimogênio. Não critico o futebol (particularmente gosto desse esporte), mas fico indignado pelo fato de que “tudo que é sólido desmancha no ar”, como colocava Marx, e tal foi transformado num instrumento de lucro e se pensarmos além, na política de pão e circo. Se tiver um lado bom nesse momento, essa atitude errônea de investimentos em infraestrutura para a Copa e não para a educação, saúde, educação e outros, foi o limite tolerado pelo povo brasileiro, ou pelo menos para aqueles que se dizem preocupados com esse país, trouxe uma oportunidade ímpar de fazer reformas na política e garantir melhoras sociais previstas na CF de 88. Nesse mês, vi nascer a alma revolucionaria de um povo que coloca os dois pratos que formam a estrutura do congresso na mesma posição. Espero que esses pratos tenham mais transparência, mais seriedade, menos corrupção e por ai vai...e no mais, que a politicagem coma nessa prato uma comida fria que foi esquentada pelos brasileiros no fogão da história.
Victor Hugo Leite - pajupiano, manisfestante, cidadão!
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quinta-feira, 27 de junho de 2013
quarta-feira, 19 de junho de 2013
habeas corpus é um direito de todos
Toda e qualquer pessoa tem o direito a liberdade (art. 5° CF/88) resguardado e garantido, sendo, nesta medida, explicitado, pelo art. 5º, IV e IX, da CF/88, o direito a liberdade de expressão.
1. O que é habeas corpus?
O habeas corpus é remedio constitucional que vem com o objetivo de proteger justamente o direito a liberdade, contra condutas abusivas, ilegais, excessivas, conforme expõe o próprio art. 5º, LXVIII, da CF/88: "LXVIII - conceder-se-á "habeas-corpus" sempre que
alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de
locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder;"
Então, para proteger os cidadãos de condutas agressivas e ilegais que venham a violar, coagir ou ameaçar o direito a liberdade, que este mecanismo pode ser utilizado. É uma proteção e uma garantia que a Constituição Federal prevê e que deve ser utilizada e conhecida por todos.
2. Como se pode interpor um habeas corpus?
Qualquer pessoa pode interpor um habeas corpus em seu nome ou em nome de outra pessoa (art. 654, do CPP). Ele deve ser endereçado ao juiz de direito e especificamente aos juizes das Varas Criminais, caso haja na cidade, como é em São Luis-MA.
O art. 648 do Codigo Processual Penal prevê situações em que a prisão pode ser considerada ilegal e entre elas está a situação de "quando não houver justa causa", o que deve ser lembrado por todos os cidadãos, ninguém pode ter seu direito a liberdade tolhido, quando está agindo na medida da lei.
Lembrem-se que: "Dar-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se
achar na iminência de sofrer violência ou coação ilegal na sua liberdade de ir e vir,
salvo nos casos de punição disciplinar" (art. 647, do CPP).
Na petição (art. 654, § 1º, do CPP) deve conter o seguinte:
art. 654, § 1o A petição de habeas corpus conterá:
a) o nome da pessoa que sofre ou está ameaçada de sofrer violência ou coação e o de quem exercer a violência, coação ou ameaça;b) a declaração da espécie de constrangimento ou, em caso de simples ameaça de coação, as razões em que funda o seu temor;c) a assinatura do impetrante, ou de alguém a seu rogo, quando não souber ou não puder escrever, e a designação das respectivas residências.
Lembrem-se:
"Art. 656. Recebida a petição de habeas corpus, o juiz, se julgar necessário, e estiver preso o paciente, mandará que este Ihe seja imediatamente apresentado em dia e hora que designar.Parágrafo único. Em caso de desobediência, será expedido mandado de prisão contra o detentor, que será processado na forma da lei, e o juiz providenciará para que o paciente seja tirado da prisão e apresentado em juízo."Sendo que o detentor é justamente aquele que "declarará à ordem de quem o paciente estiver preso".
Bom, então, interposto o habeas corpus, e estando preso, deverá ser solta a pessoa que sofrera a coação, ou a ameça, ao direito a liberdade, sendo marcado dia e hora para que este se apresente em juizo.
O habeas corpus é um direito e devemos, toda a vez em que for necessário, fazer uso deste.
domingo, 5 de agosto de 2012
"Eu protestei por melhorias"
Na noite da última sexta-feira (03), após alguns dias de articulação, alunos da UNDB realizaram a primeira manifestação estudantil em larga escala da história da IES, como forma de protestar pelo detrimento da qualidade dos serviços por ela prestados. O histórico momento foi o ápice de anos de frustrações dos discentes, cujas reclamações dos diversos problemas sentidos por todos os cursos não possuiam outro destino senão os ouvidos surdos da Ouvidoria da instituição. Como se não bastasse, mesmo sem resolver muitos de seus problemas básicos, a instituição passar por reformas de ampliação o que tende a degenerar ainda mais a qualidade geral da vivência acadêmica.
Enquanto cartazes eram confeccionados, palavras de ordem memorizadas e alunos mobilizados na praça central do Shopping Tropical, uma informação sobre os professores serem supostamente orientados pela IES a liberar seus estudantes mais cedo - como forma de sabotar e abafar o protesto estudantil - motivou os protestantes a apertarem o passo em direção à instituição de ensino.
Após uma passeata pelos prédios da UNDB os alunos fizeram um grande círculo no pátio principal da instituição e, entre palavras de ordem e apitaços, os alunos se fizeram ouvir.


Passado algum tempo os alunos foram informados de que o o Juiz Federal Ney Bello, professor do curso de Direito da UNDB seria o porta-voz da instituição e iria conhecer as reivindicações dos alunos, bem como se comprometia a dialogar com os estudantes para chegarem à um consenso quanto as mudanças demandadas.

O que se seguiu foi uma estranha palestra. Por fim algumas promessas foram feitas e prazos sugeridos, agora os estudantes esperam para verificar se serão levados à sério pela IES.
Entre erros e acertos o protesto fomentou - como nunca antes se vira na IES - uma identidade estudantil coletiva nos alunos, que agora se reconhecem como identidade positiva que deve lutar diante dos problemas da instituição, se inserindo como verdadeiros atores políticos de seu próprio processo educacional.
O PAJUP se orgulha e parabeniza todos os estudantes que participaram da mobilização pois estes, como disse um dos alunos, poderão dizer - quando perguntados sobre o que aconteceu na UNDB - "eu protestei por melhorias"!
Segue abaixo a Carta de Reivindicações encaminhada à Diretoria da UNDB:
Enquanto cartazes eram confeccionados, palavras de ordem memorizadas e alunos mobilizados na praça central do Shopping Tropical, uma informação sobre os professores serem supostamente orientados pela IES a liberar seus estudantes mais cedo - como forma de sabotar e abafar o protesto estudantil - motivou os protestantes a apertarem o passo em direção à instituição de ensino.
Após uma passeata pelos prédios da UNDB os alunos fizeram um grande círculo no pátio principal da instituição e, entre palavras de ordem e apitaços, os alunos se fizeram ouvir.


Passado algum tempo os alunos foram informados de que o o Juiz Federal Ney Bello, professor do curso de Direito da UNDB seria o porta-voz da instituição e iria conhecer as reivindicações dos alunos, bem como se comprometia a dialogar com os estudantes para chegarem à um consenso quanto as mudanças demandadas.

O que se seguiu foi uma estranha palestra. Por fim algumas promessas foram feitas e prazos sugeridos, agora os estudantes esperam para verificar se serão levados à sério pela IES.
Entre erros e acertos o protesto fomentou - como nunca antes se vira na IES - uma identidade estudantil coletiva nos alunos, que agora se reconhecem como identidade positiva que deve lutar diante dos problemas da instituição, se inserindo como verdadeiros atores políticos de seu próprio processo educacional.
O PAJUP se orgulha e parabeniza todos os estudantes que participaram da mobilização pois estes, como disse um dos alunos, poderão dizer - quando perguntados sobre o que aconteceu na UNDB - "eu protestei por melhorias"!
Segue abaixo a Carta de Reivindicações encaminhada à Diretoria da UNDB:
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